Provavelmente desconhecido entre as novas gerações, Raimundo Pereira foi um dos mais importantes jornalistas brasileiros, comprometido com um país mais justo. Ele partiu em maio de 2026, aos 85 anos, no Rio. Em junho, a família recebeu homenagem do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e da Associação Brasileira de Imprensa.
Pereira esteve em Londrina para a conferência de abertura do Primeiro Simpósio de Comunicação Popular e Comunitária da UEL, no dia 23 de junho de 2010. Foi entrevistado pela então estagiária Kauana Neves.
Fundador do jornal Movimento e símbolo do jornalismo de resistência no Brasil, ele contou histórias sobre sua prisão durante a ditadura militar, sobre como foi expulso do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) e a convivência com quatro filhas e a mulher. Nascido em Exu (Pernambuco), em 1940, vivia no Rio de Janeiro.
A foto de Raimundo Pereira é do Memorial da Resistência.
Já Kauana Neves, que entrevistou o jornalista, vive e trabalha em São Paulo, com experiência de 16 anos nas áreas de comunicação, relações públicas, marketing e eventos. Liderou projetos para grandes empresas de diversos setores e atua com clientes em todo o Brasil e na América Latina.