Curiosidade e pequenos detalhes sempre mexeram com a cabeça de Antonio José Santana Martins, nascido em 11 de outubro de 1936, em Irará, interior da Bahia.
Tudo remoía o pensamento de Tom Zé; o mundo propunha problemas e alumbramentos. Aprendeu a gostar de música ainda pequeno, ouvindo Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, samba-de-roda e os grandes cantores do rádio.
Numa gaitinha, descobriu a maravilha de converter sopro em som. Conseguiu tirar algumas poucas notas de Asa Branca. Aos 17 anos, encontrou o violão e sua vida mudou. Ainda na adolescência, “Os sertões”, de Euclides da Cunha, lhe mostrou com uma amplitude nova o que eram ele e a gente do Nordeste do Brasil.
Em 1980, vende a casa para desenvolver instrumentos experimentais, numa evolução musical que se estendeu por anos. Texto do site de Tom Zé, que quase encerrou a carreira na música, ainda nos anos 80.
Nosso destaque hoje. Voltamos a 2001, mês de maio, quando Tom Zé fez show no Cabaré do FILO (Festival Internacional de Londrina). Reportagem do então estagiário Fábio Ventura.
A foto é de Nadja Kouchi, feita no programa Cultura Livre.