“Nunca na vida quero perder a poesia e a ironia das coisas, e também não quero ficar monotemática. Quero poder falar o que eu quiser”. Palavras da cantora, compositora e atriz Karina Buhr, em entrevista à UEL FM em novembro de 2015. Foi a primeira vez dela em Londrina, para show no Centro Cultural Sesi/AML, hoje só AML Cultural, no centro da cidade. Desde 2025 passou a assumir o sobrenome como sua identidade de pessoa não-binária.
Nascida em 1974, em Salvador, mudou-se para Recife (PE) aos oito anos de idade. Começou a carreira na música em 1994, em Recife, com grupos de maracatu. Vive em São Paulo desde 2003, onde entrou para a companhia Teatro Oficina, de Zé Celso Martinez.
Com seu primeiro disco, “Eu menti pra você”, de 2010, ganhou o prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) de artista do ano. Agora em 2026 lançou o seu sétimo álbum solo, “Feixe de Fogo”. Além do livro de poemas “Desperdiçando Rima”, de 2015, lançou o primeiro romance, Mainá, em 2022, pela editora Todavia.
A entrevista para a UEL FM foi concedida a Patricia Zanin em 6 de novembro de 2015, dia do show, que teve Guizado, no trompete, e André Lima, no teclado. Além de cantar, Karina tocou percussão e fechou a apresentação com uma performance do microfone enrolado no pescoço, denunciando o feminicídio.
Na conversa com a rádio, ela tratou de machismo, da naturalização da violência contra as mulheres, também de aborto, redes sociais e música independente. E ainda de sua relação com os músicos e irmãos pernambucanos Naná e Herasto Vasconcelos, já falecidos, e Alceu Valença. A gravação da entrevista rendeu dois momentos na rádio, no programa “Modos de Vida – Comportamento e Cultura”. Os dois programas também estão com os áudios disponíveis nesta página. A entrevista maior é de 23 de novembro de 2015 e a segunda do dia 24. Em que ela conta e comenta o processo criativo de cinco canções de sua autoria.
Os dois programas com Buhr tiveram edição do então estagiário de jornalismo da rádio e atual assessor de comunicação da Unimed Londrina, Bruno Petri.
A vinda de Buhr a Londrina foi uma realização de Marcelo Domingues, idealizador e promotor do festival DemoSul.
A foto desta página é de Karina Buhr em 2015, quando ela lançou o disco “Selvática”, em setembro, bastante comentado durante a entrevista. O registro é da fotógrafa e irmã caçula de Buhr, Priscilla Buhr.