Começamos com a franco-argelina Souad Massi e algumas faixas do seu no disco, o “Zagate”. Em seu novo trabalho, ela faz da poesia um ato de resistência, em algum lugar entre o folk e o rock. A suavidade de sua voz contrasta de verdade com o peso do mundo atual.
Depois, seguimos para a Ucrânia, com a DakhaBrakha que também tem um disco novo na praça, o “Ptakh” e mais uma amostra da potência do etno-chaos feito pela banda. O disco é uma crônica da transformação da vida dos integrantes. Parte das canções foi escrita muito antes do início da invasão em grande escala, mas, ao longo dos anos da grande guerra, elas adquiriram novos significados, por vezes proféticos.
Nossa viagem ainda nos leva a encontrar o som incrível da banda bengali-australiana The Three Seas com o último trabalho da formação, o “Antaḥkaraṇa” e com ele, conseguem promover um encontro luminoso entre o misticismo baul, o folk do Himalaia, o rock e o dub. O título do álbum significa “instrumento interior” em sânscrito e faz referência ao ponto de encontro entre memória, intuição, identidade e alma.
Dançando de um jeito estranho, chegamos em Amsterdã para ouvirmos juntos a Altın Gün, banda incrível que faz um som todo inspirado na psicodelia turca dos anos 70. Em “Garip”, o sexto álbum do grupo, fazem uma sincera homenagem ao lendário bardo folclórico turco Neşet Ertaş, um ícone querido da música da Anatólia. Confira a lista completa das música dos programa:
1. Souad Massi – “Samt” (Argélia)
2. Souad Massi – “D’ici, De, là-bas” feat. Gaël Faye (Argélia/Ruanda)
3. Souad Massi – “Congo Connection” feat._Youssoupha (Argélia/RDC)
4. DakhaBrakha — “Vesilna” (Ucrânia)
5. DakhaBrakha — “Kozak”
6. DakhaBrakha — “Yanky”
7. The Three Seas – “Prithibi” (Índia/Austrália)
8. The Three Seas – “Murano”
9. The Three Seas – “Rongmohole”
10. Altın Gün – “Zülüf Dökülmüş Yüze” (Países Baixos)
11. Altın Gün – “Neredesin Sem”
12. Altın Gün – “Öldürme Beni”16