Mulheres em movimento

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A Rádio UEL FM (107,9 MHz – www.uelfm.uel.br) veicula, a primeira temporada da série Mulheres em Movimento, produzida por estudantes do curso de Publicidade e Propaganda da Universidade Pitágoras/Unopar. A proposta é divulgar organizações londrinenses que atuam por mais igualdade, proteção e autonomia para as mulheres, ampliando a visibilidade desses movimentos e instituições.

A atividade faz parte do projeto de ensino e extensão Mídias Sonoras, coordenado pela professora Juliana Barbosa. Segundo a docente da universidade, formada em Relações Públicas pela UEL e colaboradora da rádio com o programa Estação Samba, a ideia surgiu a partir da constatação de que Londrina é referência na luta pelos direitos da mulher. “Fazendo uma pesquisa sobre o tema, as alunas descobriram que o primeiro jornal feminista do País, o Brasil Mulher, surgiu aqui em Londrina, em 1975. Além disso, nossa cidade foi uma das primeiras a ter uma Secretaria da Mulher; existe um Conselho atuante, além de várias entidades e de grupos de pesquisa na causa”.

Conheça as mulheres:

Ana Carolina Arruda Franzon é jornalista e pesquisadora em saúde reprodutiva e saúde materna, participa da Rede Feminista de Saúde em Londrina desde 2012 e é coordenadora executiva da Regional do Paraná. A jornalista considera que fazer parte desses movimentos é uma experiência muito interessante. “É importante quando temos a oportunidade de ir até o Centro Cívico, dialogar com vereadores, promotores e juízes para atuar de forma efetiva no combate à violência contra as mulheres”.

 

Charlene Tófano é arquiteta, está cursando a especialização em Design Digital pela UEL e é uma das líderes do Grupo Mulheres do Brasil/Núcleo Londrina. “Fundar o Núcleo em Londrina foi um momento marcante, buscamos compor uma liderança com diversidade para que o combate ao racismo estivesse presente em nosso DNA.”

Elisabete Santos é teóloga, mestranda em Teologia e coordenadora da EIG (Evangélicas pela Igualdade de Gênero). Ver o resultado das lutas é o que motiva a pesquisadora. “Certa vez ajudamos uma mulher que estava sofrendo violência e depois quando tudo já estava resolvido, ela passou a ser integrante do coletivo e hoje trabalho em prol do fim da violência contra as mulheres”.

Érica é vice-presidente da ONG Nós do Poder Rosa, fundada em 2009 com o objetivo de ajudar mulheres vítimas de violência doméstica. “Cada vez eu fico mais apaixonada por esse trabalho, pela oportunidade de ajudar mulheres, combatendo a violência e também evitando certas situações cheguem ao feminicídio”

Sandra Ferrer, mais conhecida como Flor, é coordenadora estadual do MST. Mora há oito anos no assentamento Eli Vive, no distrito de Lerroville, onde preside a Associação das Camponesas do Eli Vive 2. Na entrevista, ela comenta que sua maior alegria foi ver as companheiras produzirem hortinhas nos lotes e quintais para além do consumo próprio. “Poder vender, ter autonomia de ter sua própria renda, chegar em casa e poder dizer para o companheiro que aquela conta de luz e o chinelo das crianças ia ser ela que iria pagar. Isso me deixou muito orgulhosa. Um dos melhores momentos de toda a construção de vida dentro do MST”, conta Flor.

Meire Moreno participa do Movimento Frente Feminsita que teve início em 2017 pelo grupo de WhatsApp. Ela sentiu a necessidade de participar do movimento feminista de forma geral quando viu a falta de enfrentamento à desigualdade, violência a qual as mulheres são submetidas no cotidiano. “Nesse momento, temos também uma atuação importante na construção de mobilizações e atos que têm como objetivo chamar a atenção para demandas e pautas das mulheres, principalmente no que diz respeito a violência contra as mulheres, a legalização do aborto”.

Rakelly Calliari é coordenadora local do coletivo Mulheres na Roda de Samba em Londrina. O movimento nasceu em 2018 com o objetivo de dar visibilidade para as mulheres sambistas. “Nosso objetivo é que as mulheres possam exercer o papel que elas quiserem/desejarem dentro da roda. Se esse papel for bater na palma da mão, dançar junto, cantar no coro, ok. E se essa mulher quiser tocar um cavaco, compor, mostrar uma música que ela fez, tocar violão ou cantar, que ela tenha oportunidade de ocupar os diversos espaços na roda de samba.”

Patricia Hemerly é líder do grupo Somos Moara, que busca incentivar a autonomia financeira de mulheres que sofrem ou sofreram algum tipo de abuso físico ou mental.

O movimento ajuda as participantes mulheres na preparação do currículo, buscando a inserção no mercado de trabalho, e também auxilia aquelas que buscam montar o próprio negócio. O objetivo é que elas sejam financeiramente independentes. “A gente senta com elas, rastreia os potenciais e os talentos que elas têm e ajuda elas a montarem o próprio negócio ou se encaixar em alguma vaga. O importante é que o trabalho tenha a ver com elas, para que se sintam motivadas.”

Poliana Santos é responsável pelo Coletivo Construção, que teve início em 2017. O movimento surgiu a partir de um grupo de discussão do Facebook, no qual alguns jovens de Londrina comentavam o porquê de Londrina não ter uma parada LGBT. “O Projeto é responsável por desenvolver a parada LGBT+ aqui de Londrina e para além disso nós e sempre estamos envolvidos com os projetos que ampliem a visibilidade das questões LGBT+”

Sandra Aguilera é a entrevistada de hoje da série Mulheres em Movimento. Ela é responsável pelo movimento Black Divas que atua desde 2003 na cidade pelo empoderamento feminino, valorização da cultura negra e enfrentamento ao racismo. O coletivo busca incentivar o protagonismo das mulheres negras atraves da realização de ações culturais, sociais e educativas, para transformar a vida do povo negro de londrina e região. “As mulheres negras quando fazem uma ação, elas agregam e querem trazer as outras. Isso é um movimento circular, típico das culturas africanas. Nós trabalhamos para ajudar na transformação da família negra, dedicamos nosso tempo, muitas vezes do lazer ou da família, para organizar ações dentro das comunidades”

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