O sonho do regato

Foto de rio em área de cachoeiras.

É romper o dique, movimentar os sonhos, as alegrias de deixar rolar a vida rio abaixo, até as nuvens: destino de todos os rios.

As linhas do algoritmo

Foto da obra Interlúdio, Aya Studio x Wesley Lee, 2019. Instalação fotografada no Farol Santander em set.19, São Paulo, SP.

Aos poucos a tecnologia vai nos substituindo, nos tornando obsoletos, desnecessários. Mas gosto, ou não gosto da ideia?

A recadeira dos falecidos

O céu finalmente parou a eterna cantoria por umas horas. Pra lá só vai pecado, boas ações e o que o finado puder lembrar.

Uma paranóia de insônia

Foto noturna com lua cheia sobre o lago.

Um tantinho de conversa com quem nos cerca, pode até espantar algum fantasma do nosso cotidiano. E bons sonhos!

Acabou o prazer

Foto de entalhe em madeira pintado, contendo flores e dorso de mulheres em relevo.

Sempre existiu um movimento para acabar com tudo o que dá prazer. Uma valorização do sofrer e do penar. Dá pra fugir disso?

A lamparina insone

Detalhe de obra de Francisco de Almeida, fotografada no Centro Cultural Banco do Brasil, São Paulo, SP.

O silêncio cresce, se fortalece . . . Silêncio agourento. É a gestação de um mau momento. Uma notícia ruim vem ao fim do silêncio. Findo o dia barulhento, a noite quieta. Pois o silêncio está espesso por demais. Então fecho os olhos num movimento brusco; quase consigo agarrar esta ausência opressora. Apenas um som […]

Vai o finado, descendo a rua.

Foto da obra Palabra Salobra do artista plástico Nuno Ramos.

Um anúncio fúnebre, nos leva a refletir sobre a vida. Sobre a importância daquele finado que vai descendo a rua. VAI O FINADO, DESCENDO A RUA. O sol a pino queimando o couro, brilhando no límpido céu do planalto central, em Pirenópolis. Acabo de sair do rio das Almas, o corpo lavado e o espírito […]

Bem vindo, Janeiro

Viva janeiro! E me deixem em paz, ao menos nesse mês. Pois em janeiro podemos ser reis das nossas vidas, mandar no nosso tempo.

Fiat lux

Não somos pelo passado, nem do presente. Veneramos o futuro, esse potencial de novidade que precisa se concretizar.

Só o doce de um chicletes

Estar junto com outros não desfaz o isolamento e a solidão. É só um chicletes que não mata a fome, uma passageira enganação.

Kaffeeklastch

Unicamente um modo de distrair a atenção popular. Processo de futilidade e bestialização de pessoas, que não é de hoje.

Uma história sem fim

A história de um tempo em que não temos histórias para contar, somente uma foto a postar.

Minhas desopiniões.

“E só o fácil satisfaz a quem não pensa. . . . Olhai as vacas do campo: não lhes faz falta a ciência.”

Educa pet.

O mundo atual empenha-se em adestrar os humanos e educar os cães.

Morte do leiteiro

O poema de Carlos Drummond de Andrade (1945), tem um significado atual. A bala de revólver que mata bandido, também mata inocentes.